Em março, dia 3, nosso projeto SOMOS TODOS APRENDIZES começou a ser executado. Com duração de dois anos, no formato de curso, tem como foco principal a profissionalização, tema de módulo específico. Dois outros módulos integram o projeto: Cidadania e Direitos Humanos e Psicossocialização. Os dois primeiros se destinam aos 20 alunos inscritos e o terceiro tem como público-alvo as famílias.
O curso acontece nas segundas-feiras, de 14 às 16h, e nas terças, quintas e sábados, de 16:30 às 18:30h. Vicente Monteiro (Teatro), Alexandre Barros (Percussão), Ana Cecília Vieira Soares (Dança), Paulo Emílio Macedo Pinto (Educação, Trabalho e Profissões) e Rosana Montenegro (Conhecimentos Gerais e Iniciação ao Trabalho) são instrutores do módulo de profissionalização. Cidadania e Direitos Humanos fica a cargo de Lúcia Inez de Sá Barreto Queiroz ( Cidadania e Direitos Humanos: da Teoria à Prática) e de Soraya Fonseca de Albuquerque (Comunicação e Criatividade). Integram o módulo de Psicossocialização palestras, filmes, textos, livros, dinâmica de grupo e outras atividades, com espaço para debates e troca de experiência, além de oficinas de arte.
Tem sido muito rica essa experiência que estamos vivenciando no INTEGRARTE – ela foi objeto de um projeto concebido desde 2004, agora viabilizado pela Chesf-Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, que aprovou e financia a sua execução.
Mais importante é destacar o aproveitamento dos alunos, que estão tendo a oportunidade de obter noções básicas e práticas sobre temas fundamentais na vida de todos nós: trabalho, profissionalização, cidadania e direitos humanos.
Como os espaços comuns onde são oferecidos cursos de capacitação para o trabalho ou não recebem pessoas que têm dificuldades específicas ou recebem mas não atendem às suas necessidades, o INTEGRARTE, com o valioso apoio da Chesf, supre essa lacuna.
O nome do projeto destaca a igualdade das pessoas na condição de aprendiz. Quem não está aprendendo na vida? Do mais sábio, do mais cientista, do mais intelectual ao mais humilde, ao mais descomprometido, ao mais simples, passando por uma gama infinita de dificuldades e talentos, cada um no seu jeito único de ser, na sua singularidade e na sua especificidade, vivenciamos todos “a beleza de ser um eterno aprendiz”, no dizer preciso, profundo e poético de Gonzaguinha.